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Em 1807,
pelo Capitão Lourenço Franco da Rocha
e sua esposa Rita de Cássia Moraes.
2-ORIGEM DO NOME: do
Tupi-Guarani Palmeira Preta (Jarina = palmeira - Una
= preta).
3-EFEMÉRIDES:
17 de Abril de 1949 - Emancipação Político-Administrativa. |
4-ELEVAÇÃO
A MUNICÍPIO: Pela Lei n.º 233, de 24 de Dezembro
de 1948, pertencente à Comarca de Atibaia, da qual
se desmembrou.
5-A História do Município de Jarinu começa
nos idos de 1650, quando é assinalada a presença
humana na região do ponto de vista documental.
Porém, séculos antes, os índios já
a habitavam.Através de seus rios, cachoeiras, florestas
abundantes, vales e montanhas, que até hoje são
preservados como se fossem um presépio de grandes dimensões,
a região foi recebendo lentamente os primeiros fazendeiros.
De origem portuguesa, esses primeiros habitantes da civilização
ocidental traziam uma cultura superior.
Assinalada pelas construções, pela técnica
empregada na agricultura e na criação de animais,
esses primeiros habitantes iniciaram suas fazendas e foram
trazendo aos poucos as primeiras sementes de fruta do além
mar. Os portugueses eram eminentemente trabalhadores. Rasgavam
o sertão com técnica e disciplina. Cultuavam
o cristianismo de forma acentuada. Mas não tinham muitos
cuidados cristãos quando o objetivo era criar as suas
vilas e propriedades. Tentavam submeter os índios à
disciplina do trabalho. Tarefa difícil porque os índios
tinham costumes também muito arraigados. Viviam da
caça e da pesca na região. E não estavam
acostumados a ter patrão. Sempre que eram submetidos
à pressão, eles fugiam e iam para outras terras.
Com dificuldades para obter trabalhadores nativos, os portugueses
realizaram a grande empreitada de trazer para o Brasil os
negros africanos, que eles bem conheciam graças às
viagens transoceânicas. Porém. não há
nenhum registro de que Jarinu tenha alcançado este
estágio de forma acentuada, uma vez que existe entre
os descendentes de escravos de Jundiá a tradição
oral de que entre o Caxambu e Jarinu existiu um quilombo de
escravos fugitivos de fazendas da região. Ora, o quilombo
só existiu em regiões onde não havia
escravidão.E assim os historiadores acreditam que Jarinu
não foi palco de atração de grandes levas
de escravos.
| A Fundação
- Através de escrituras e documentos da época,
já se podia assinalar em 1765 a existência
de pelo menos duas centenas de propriedades rurais. Mas
como demonstra o historiador de Jarinu Lázaro de
Siqueira, em 1786, Lorenço Franco da Rocha era
nomeado capitão do bairro de Campo Largo, primitivo
nome de Jarinu. Ele era casado com Dona Rita Cássia
de Moraes, filha do Capitão Francisco Lourenço
Cintra. |
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Consta que Dona Rita de Cássia de Moraes era profunda
conhecedora de ervas medicinais amplamente existentes. Conhecimento
esse adquiriu através dos índios e também
da tradição da vida Portuguesa. Muitas das ervas
européias que hoje são abundantes no Brasil
vieram para cá em sementes ou em pequenos vasos trazidos
por portugueses. E assim, a casa de Dona Rita era muito visitada
por pessoas necessitadas. Deste modo, a casa de Capitão
Lourenço Franco da Rocha era o centro da nossa civilização
da região. Em 1796, Jarinu possuía 496 habitantes.
Em 1807, o Capitão Lourenço Franco e sua esposa,
através de escritura pública, desmembram sua
fazenda e doam à freguesia a gleba de terras onde foi
erguida a Capela de Nossa Sra. Do Carmo de Campo Largo, capela
essa que tempos depois foi ampliada. Em razão desta
doação a fundação do município
foi reconhecida como sendo deste casal, que constitui o marco
inicial do município, em 1807. Em 1811, o Capitão
Lourenço Franco da Rocha, como vereador passa a fazer
parte da Câmara Municipal de Atibaia.
E já em 1814, ele e seu compadre Inácio Caetano
da Silveira, representando Jarinu, tomam parte na reunião
preparatória dos estudos para a construção
da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
A tradição oral dos negros evidencia que foram
poucos os escravos existentes na região de Jarinu.
E alguns deles ajudaram a construir as primeiras edificações
públicas.
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No
início do século XIX, documentos oficiais
evidenciam que a região era maior produtora de
açúcar e álcool do Estado de São
Paulo. E a partir dessa formação agrícola
e industrial, muitas terras novas foram sendo ocupadas
e tudo indica que a tradição da cana-de-açúcar
tenha alcançado Jarinu e deixado marcas profundas
na vida econômica do município. Posteriormente,
com a chegada do café, novas terras foram conquistadas,
e o café, que se espalhou rapidamente pelos sete
municípios que hoje compõem a Grande Jundiaí,
também penetrou fundo nas fazendas de Jarinu.Quando
o café alcançou o município de Bragança
Paulista, houve um grande movimento para construção
de Estrada de Ferro Bragantina que, saindo de Campo Limpo,
Botujuru, Campo Largo e outras terras da região,
chegava a Bragança. |
Porém,
o importante era a conexão em Campo Limpo com a Estrada
de ferro Santos a Jundiaí. Essa conexão permitia
que toda a produção desta região fosse
transportada para São Paulo, Santos, depois embarcada
para o exterior, e também alcançasse o interior
através da Companhia Paulista de Estrada de Ferro e
da Sorocabana.
Informações Gerais - JARINU se destaca pelo
seu clima considerado o 2° MELHOR CLIMA DO MUNDO. Segundo
os dados da UNESCO, com temperatura média oscilante
entre 18ºc e 28ºc, mais frios entre 15ºc e
16ºc, com exceções nos dias de geada, que
podem ocorrer um ou dos dias na estação de inverno. |